Você já parou para pensar no que realmente sustenta aquele sorriso impecável que vemos nas telas, para além da brancura evidente? Existe uma linha tênue entre o desejo estético do paciente e a viabilidade biológica que o dentista precisa garantir. No consultório, a pergunta “doutor, eu quero lentes de contato” é quase um mantra, mas a resposta raramente é simples. A escolha entre facetas e lentes de contato dental não é uma questão de preferência por um nome mais bonito, mas sim uma decisão baseada no “custo biológico” e no estado do substrato — ou seja, na cor e na integridade do dente original. A grande diferença técnica reside na espessura e na necessidade de preparo. Imagine que as lentes de contato são películas ultrafinas, variando entre 0,2 mm e 0,5 mm.
Elas são ideais para pequenas correções: fechar um espaço indesejado (diastema), aumentar um dente ligeiramente curto ou corrigir bordas desgastadas. O grande trunfo aqui é a preservação total ou quase total do esmalte. É um procedimento conservador por excelência. Já as facetas de porcelana entram em cena quando o desafio é maior. Elas são ligeiramente mais espessas e exigem um desgaste controlado da estrutura dentária. Parece assustador? Na verdade, é um recurso necessário quando precisamos esconder dentes severamente escurecidos — seja por tratamentos de canal antigos ou uso de antibióticos na infância — ou quando há múltiplas restaurações de resina que já perderam a vida útil. Sem esse pequeno espaço criado pelo desgaste, o dente ficaria “gordo” e artificial, comprometendo a saúde da gengiva. O cenário clínico: Onde a técnica encontra a realidade Imagine um paciente, vamos chamá-lo de Marcos, que chega ao consultório insatisfeito com o “sorriso amarelado”.
Após a avaliação, percebemos que o problema não é apenas a cor, mas o fato de ele ter um leve bruxismo não tratado e dentes desalinhados. Se simplesmente colássemos lentes de contato para “alinhar” o sorriso, o risco de fratura seria altíssimo e o resultado estético seria volumoso demais. Nesse caso, o planejamento correto envolve: Tratamento ortodôntico prévio para colocar os dentes no eixo correto. Uso de uma placa de miorrelaxamento para controlar o impacto do bruxismo. Aí sim, a aplicação das lentes ou facetas. Essa visão integrada é o que separa um tratamento de sucesso de um problema futuro. A odontologia digital hoje nos permite fazer o Planejamento Digital do Sorriso (DSD), onde o paciente “testa” o novo sorriso através de um mock-up (um ensaio em resina sobre os dentes) antes mesmo de qualquer intervenção definitiva. Isso traz segurança e previsibilidade. Muitas vezes, a solução ideal não é o que está na moda, mas o que respeita a periodontia — a saúde dos tecidos que sustentam os dentes. Uma faceta mal adaptada ou uma lente instalada sobre uma gengiva com gengivite é uma receita para o desastre, podendo evoluir para inflamações crônicas e até perda óssea.
tratamento para gengiva inchada
Odontonápolis
Av. Porto Seguro. 370 – 1º andar – Centro, Eunápolis – Bahia
(73) 3261-3942